Viagem para a Europa
Em agosto fiz a viagem dos meus sonhos: uma Eurotrip! Eu e meu namorado escolhemos alguns lugares da Europa que gostarĂamos de conhecer, e na lista entraram: Paris, Amsterdam, Barcelona, Madrid e Lisboa.
Ficamos cerca de 6 meses planejando a viagem, e claro, uma pulguinha atrĂ¡s da orelha apareceu: como vou lidar com todas as questões acerca do diabetes, fazendo uma viagem tĂ£o longa e para tĂ£o longe?
Sei que ter diabetes nĂ£o me impede de fazer viagens, sair com amigos, ir para a balada, enfim. Mas o “desconhecido” traz certa insegurança. Eu nunca havia saĂdo do paĂs antes, nunca havia entrado em um aviĂ£o. Por isso surgiram tantas dĂºvidas: como vou ficar transportando as insulinas de um paĂs pro outro? Vou ter algum problema nos aeroportos por estar carregando tantas agulhas, seringas e lancetas? E as comidas diferentes: como vou fazer a contagem de carboidratos quando eu comer algo que nĂ£o conheço, e que nĂ£o estĂ¡ na tabela? Como vou aplicar a dose fixa de Lantus, se tem fuso horĂ¡rio de um paĂs pro outro?
Para mim, foi tudo uma novidade, mas lidei bem com a situaĂ§Ă£o.
Ainda no Brasil, um agente da polĂcia Federal encrespou porque eu estava com uma caixa de agulhas. Segundo ele, a quantidade era grande, mas como eu estava com a receita, e na receita estava especificado “1 caixa”, entĂ£o ele nĂ£o teve muito que questionar.
Como eu nunca havia entrado em um aviĂ£o antes, imagino que fiquei um pouco ansiosa sem perceber. Dentro do aviĂ£o tive uma hipo (e nem senti os sintomas), seguida de uma super hiper. Mas foi tudo controlado em seguida.
Durante a viagem tive uma hipo no meio da rua em Madrid. Mas um sorvete super delĂcia que meu namorado comprou resolveu. Claro que quem optou pelo sorvete fui eu, porque dentro da bolsa sempre tinha um pacote de balas e vĂ¡rias caixinhas de Glicoinstam. Legal que em Paris andamos muito a pĂ©, o dia inteiro. E a glicemia ficou muito boa (e eu imaginando que ela iria cair).
Outro medo que eu tinha era sobre a conservaĂ§Ă£o da insulina. Nem todos os hostels que ficamos tinham um frigobar para guardarmos nossas coisas. Mas o pessoal da recepĂ§Ă£o era muito solĂcito, entendiam a situaĂ§Ă£o e guardavam a bolsinha com as insulinas com muita boa vontade.
Claro que comi uns docinhos aqui e ali, principalmente os famosos macarons da LadurĂ©e em Paris. NĂ£o me privei de nada, afinal estava vivendo um sonho. Mas tambĂ©m nĂ£o enfiei o pĂ© na jaca e vivi de doces durante toda a viagem. Comemos fast food sim, mas almoçamos (arroz, carne, salada!) muito bem tambĂ©m. SĂ³ nĂ£o tinha feijĂ£o rsrs
E sobre a dose fixa da Lantus (aplico todos os dias Ă s 17h), minha endĂ³crino definiu que a dose seria aplicada todos os dias Ă s 8h. Quase uma semana antes, fui fragmentando as doses, atĂ© me adaptar ao horĂ¡rio de 8h da manhĂ£, com a dose completa. E quando voltei, apenas 2 dias de readaptaĂ§Ă£o para o velho horĂ¡rio de 17h :) Tudo certo!
Agora que eu fiquei fascinada pela Europa, pretendo voltar. E o cuidado com meu diabetes nĂ£o serĂ¡ mais uma surpresa.








Que delĂcia! É isso aĂ, o importante Ă© fazer o que gosta! Bjs!
ResponderExcluirQue legal, Nayana. Adorei as fotos. Obrigada pelo comentĂ¡rio lĂ¡ no blog. E nos meus planos Ă© claro que tem pro futuro uma visita a Europa! Adorei o blog!
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